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Outubro Verde: Saúde realiza mês de combate à sífilis no Pronto Socorro, SAE/CTA e ESFs de Extrema

04/10/2023

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A doença, que pode ser prevenida por meio do uso de preservativo e acompanhamento pré-natal das gestantes, tem cura, mas pode matar se não for tratada corretamente

A Campanha Outubro Verde, promovida pela Secretaria de Saúde, tem o objetivo de lançar luz sobre a sífilis, doença que pode ser prevenida e possui tratamento com excelentes chances de cura. Durante o mês são realizadas ações no SAE/CTA e nas ESFs de Extrema, bem como visitas a empresas do município para realização de palestras de conscientização e testagens de sangue.

A unidade SAE/CTA está localizada na Avenida Vereador José Ferreira, n° 513, no Centro de Extrema, com atendimento nas segundas, terças, quintas e sextas, das 7h às 11h20 e nas quartas, das 7h às 11h20 e das 13h às 18h20. Já o Pronto Socorro Municipal “Prefeito Jahir Aparecido Olivotti”, situado na Avenida Nicolau Cesarino, 4.000, no Jardim Bela Vista.

Sobre a sífilis

A sífilis é uma doença infecciosa, sexualmente transmissível (IST), bacteriana, causada pela Treponema Pallidum, curável e exclusiva do ser humano. É caracterizada, na maioria dos casos, por uma ferida, geralmente única, no local da entrada da bactéria (pênis, vulva, vagina, colo uterino, ânus, boca ou outros locais na pele). Pode apresentar diferentes estágios: sífilis primária, secundária, latente e terciária, cada qual com sua variação de sintomas, sendo que nos dois primeiros estágios o risco de transmissão é maior.

A principal forma de contágio é através de relação sexual sem preservativo com parceiro(a) contaminado(a) (sífilis adquirida), mas também é possível que seja transmitida de mãe para filho durante a gestação ou parto (sífilis congênita). No SUS, o diagnóstico é prático e gratuito por meio do teste rápido (TR), que consiste em uma “picadinha” no dedo e leva apenas 20 minutos para confirmar o resultado. É importante ressaltar que o teste em grávidas deve ser feito pelo menos no 1º e 3º trimestre da gestação.

No caso de resultado positivo, uma amostra de sangue deverá ser coletada e encaminhada para a realização de um teste laboratorial. Para os recém-nascidos é necessário ainda avaliar a história clínico-epidemiológica da mãe, fazer o exame físico da criança e exames laboratoriais para confirmar o diagnóstico de sífilis congênita.

Vale destacar que o acompanhamento das gestantes e parceiros sexuais durante o pré-natal é fundamental para a prevenção da sífilis congênita, que pode trazer problemas para o desenvolvimento da criança. Já a sífilis terciária pode causar lesões cutâneas, ósseas, cardiovasculares e neurológicas, bem como levar o paciente à morte caso não seja aplicado o tratamento adequado.

Sintomas

Os sinais e sintomas variam de acordo com o estágio da doença:

SÍFILIS PRIMÁRIA

– Ferida, geralmente única, no local de entrada da bactéria (pênis, vulva, vagina, colo uterino, ânus, boca, ou outros locais da pele), que aparece entre 10 e 90 dias após o contágio. Essa lesão é rica em bactérias e é chamada de “cancro duro”;

– Normalmente não dói, não coça, não arde e não tem pus, podendo estar acompanhada de ínguas (caroços) na virilha;

– Essa ferida desaparece sozinha, independentemente de tratamento.

SÍFILIS SECUNDÁRIA

– Os sinais e sintomas aparecem entre seis semanas e seis meses do aparecimento e cicatrização da ferida inicial;

– Podem surgir manchas no corpo, que geralmente não coçam, incluindo palmas das mãos e plantas dos pés. Essas lesões são ricas em bactérias;

– Pode ocorrer febre, mal-estar, dor de cabeça e “ínguas” pelo corpo;

– As manchas desaparecem em algumas semanas, independentemente de tratamento, trazendo a falsa impressão de cura;

SÍFILIS TERCIÁRIA

– Pode surgir entre 1 e 40 anos após o início da infecção;

– Costuma apresentar sinais, principalmente lesões cutâneas, ósseas, cardiovasculares e neurológicas, podendo levar à morte.

Já a SÍFILIS LATENTE não apresenta nenhum sintoma.