Secretaria de Saúde

COVID-19: Veja como coronavírus age no seu corpo

31/03/2020

O Coronavírus (COVID-19) é uma doença infecciosa causada por um novo vírus que nunca havia sido identificado em humanos.

Causando uma doença respiratória semelhante à gripe, ela traz sintomas como tosse seca, febre e cansaço, podem apresentar dores musculares, congestão nasal, dor de garganta e diarreia, de acordo a Organização Mundial da Saúde (OMS), em casos mais graves, pneumonia. Ainda não há um tratamento contra o vírus, sendo que os médicos tratam os sintomas para evitar o agravamento da doença e reduzir o desconforto.

Sabe-se também que pessoas acima dos 60 anos e aquelas com doenças crônicas, como diabetes e doenças cardiovasculares, são mais vulneráveis, e, portanto, a melhor forma de proteger esse público é fazendo com que permaneçam em casa.

Além disso, todos devem adotar medidas de prevenção como lavar as mãos com frequência até a altura dos punhos, com água e sabão ou então higienize com álcool em gel 70%, e evitar tocar no rosto. Manter uma distância mínima cerca de 2 metros de qualquer pessoa tossindo ou espirrando. Evitar abraços, beijos e apertos de mãos, assim como aglomerações, mantendo os ambientes limpos e bem ventilados.

Se estiver doente ou apresentar alguns dos sintomas, deve-se evitar o contato físico com outras pessoas, principalmente, idosos e doentes crônicos e fique em casa até melhorar.

Mas afinal, como esse vírus age no corpo?

Estima-se que o contágio ocorra quando inalamos pequenas gotas expelidas pela tosse ou espirro com vírus de pessoa infectada. Quando o vírus entra no corpo por meio dos olhos, boca ou nariz, ele se liga às células da mucosa do fundo do nariz e da garganta e por esse motivo, começa infectando a garganta.

Para se replicar, o Coronavírus precisa penetrar na membrana de uma célula para se replicar, pois, sendo um agente infeccioso microscópico acelular, só pode se multiplicar dentro das células de outros organismos.
Quando as cópias estão prontas, elas deixam a célula onde se originaram, a destroem e começam a infectar outras células. Cada vírus pode criar entre 10 mil e 100 mil cópias.

Quando isso ocorre, o corpo percebe que o vírus está lá e produz uma resposta inflamatória para tentar combatê-lo. É por isso que começamos a sentir um pouco de dor de garganta e podemos ter um nariz entupido.

O vírus então entra nos tubos brônquicos (as vias aéreas que vão para os pulmões) e ali produz inflamação na mucosa desses tubos, causando irritação. É neste momento que a pessoa começa a tossir. Quando isso ocorre, a resposta inflamatória aumenta porque o corpo está combatendo o vírus e, consequentemente, a febre aparece. Nesse ponto, começamos a nos sentir mal e a perder o apetite.

De acordo com uma análise da OMS baseada no estudo de 56 mil pacientes, 80% dos infectados desenvolvem sintomas leves (febre, tosse e, em alguns casos, pneumonia), 14% sintomas severos (dificuldade em respirar e falta de ar) e 6% doença grave (insuficiência pulmonar, choque séptico, falência de órgãos e risco de morte).

Se o vírus sair do canal brônquico e atingir os pulmões, pode causar inflamação (pneumonia) e a situação pode piorar, já que se uma porção suficiente de tecido pulmonar for afetada, será mais difícil para o paciente respirar. Quando o corpo não recebe oxigênio suficiente, o paciente deve ser hospitalizado e pode precisar estar conectado a um respirador.

O problema não é apenas a infecção, mas a maneira como nosso corpo responde para combatê-la. Para evitar que a infecção continue se multiplicando nas células, nosso corpo produz substâncias químicas bastante agressivas. No caso da pneumonia, o vírus cria congestão nos pequenos sacos de ar na base dos pulmões (alvéolos), impedindo que o corpo receba oxigênio suficiente isso leva à insuficiência respiratória e o coração, sem oxigênio suficiente pela corrente sanguínea, não pode funciona.

Em outras palavras, a resposta do corpo em combater a infecção pode ser tão poderosa que acaba danificando o tecido onde o vírus é encontrado, chamado pelos médicos de dona colateral, o que pode aumentar o problema da pneumonia. Isso significa que a infecção não precisa passar para outra parte do corpo para que uma pessoa infectada fique em estágio crítico.

Quanto aos danos a longo prazo, tanto nos pulmões quanto em outros órgãos, o especialista diz que a grande maioria dos pacientes tem uma recuperação completa. Embora também haja alguns relatos de pacientes que, como consequência da inflamação, possam ter algumas cicatrizes nos pulmões e uma função pulmonar reduzida.

Fonte: BBC/ Brasil