Secretaria de Saúde

Campanha de imunização contra o Sarampo será intensificada em todo o território nacional

04/10/2019

Em todos os locais, a campanha será seletiva a grupos de risco, começando com a imunização de crianças entre seis meses e menores que cinco anos

Seguindo as determinações do Ministério da Saúde, a Secretaria Municipal de Saúde de Extrema irá intensificar a imunização somente contra o sarampo em crianças de seis meses a menores de cinco anos e adultos jovens de 20 a 29 anos, a fim de interromper a circulação do vírus do sarampo e proteger os grupos mais acometidos pela doença no país.

A ação de Campanha Nacional de Vacinação acontecerá de forma seletiva, onde serão avaliadas a situação vacinal e vacinação conforme as normas do Programa Nacional de Imunizações (PNI). A estratégia de vacinação será realizada em duas etapas: uma para as crianças e outras para os jovens adultos.

No período de 07 a 25 de outubro, será realizada a vacinação de todas as crianças não vacinadas de seis meses a menores de cinco anos (4 anos, 11 meses e 29 dia). O “Dia D”, de mobilização nacional, será no dia 19 de outubro (sábado). Em Extrema será das 8h às 17h na Sala de Imunização, Rua Presidente Kennedy, 355 – Centro (antigo Pronto Socorro). Neste Dia D também terá piscina de bolinhas, cama elástica e algodão doce para entreter as crianças.

Além da imunização contra o sarampo, as equipes estarão verificando as vacinas em atraso para fazer a atualização das cadernetas de vacinação das crianças, destacando aquelas definidas no calendário nacional de vacinação, conforme disponibilidade de vacina.

Já de 18 a 30 de novembro, será realizada a vacinação de adultos jovens não vacinados na faixa etária de 20 a 29 anos de idade e o “Dia D” de mobilização nacional será dia 30 de novembro (sábado).

Pra quem não puder comparecer no Dia D, a vacina estará disponível para aplicação de segunda a sexta, entre as 7h30 às 16h45 na Sala de Imunização, na Rua Presidente Kennedy, 355 – Centro e também  na unidade de Estratégia Saúde da Família (ESF) Ponte Nova, na Rua Alameda Madri, 45 – Bairro Ponte Nova.

São consideradas pessoas com condição de risco os portadores de doenças crônicas, como diabetes, hipertensão e imunodeprimidos, que podem ficar mais vulneráveis à infecção e evolução com maior gravidade.

Cenário epidemiológico

Nesta quarta-feira (2), mais quatro mortes decorrentes de complicações pelo sarampo tiveram confirmação no estado de São Paulo, sendo um bebê com 11 meses e não vacinada na capital; uma mulher de 46 anos, com condições de risco em Itanhaém; uma mulher de 59 anos, sem histórico vacinal de Francisco Morato; e um homem de 25 anos, sem registro de vacinação de Osasco, totalizando nove mortes no estado.

Somente na última semana de setembro, outros dois óbitos foram registrados na capital: uma mulher de 31 anos sem histórico de vacinação, e um bebê de 26 dias, que, por causa da pouca idade, ainda não podia ser imunizado contra a doença. Anteriormente, já haviam sido confirmadas duas mortes na capital e uma em Osasco, na Grande São Paulo.

Até o momento, 5.411 casos foram confirmados laboratorialmente. De acordo com o Centro de Vigilância Epidemiológica estadual, o vírus já circula em todo o território paulista e por isso, o estado passa a confirmar casos com base no critério clínico-epidemiológico, ou seja, com base em sintomas e avaliação médica, confirmando outros 976 casos. Cerca de 59% do total de casos se concentram na capital.

Já no Estado de Minas Gerais, o último Boletim Epidemiológico do Sarampo divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais, afirma que desde o início do ano foram confirmados um total de 34 casos de sarampo. Quatro destes ocorreram no primeiro trimestre do ano e a cadeia de transmissão foi contida. A partir de junho de 2019, o número de casos suspeitos aumentou, totalizando 1348 notificações provenientes de 206 municípios no estado. Destes, 694 foram descartados, 624 estão em investigação e 30 casos foram confirmados, sendo detectados novos casos e cadeias de transmissão da doença.

A maioria dos 30 casos confirmados nos últimos 90 dias, está relacionada à importação do vírus de doentes que estiveram no estado de São Paulo ou por contato direto com quatro doentes paulistas provenientes das cidades de São Paulo-SP (1), Jundiaí-SP (1) São Bernardo do Campo (1) e Araras-SP (1).